Uma construção sustentável começa nas escolhas feitas antes de a obra sair do papel, conforme ressalta o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim. Tendo isso em vista, o desempenho ambiental de uma edificação depende menos de soluções isoladas e mais da coerência entre projeto, sistema construtivo, materiais e relação com o entorno urbano. Interessado em saber como? Acompanhe, nos próximos parágrafos.
Por que a construção sustentável começa na fase de projeto?
A construção sustentável ganha consistência quando o projeto antecipa problemas que, no canteiro, costumam gerar desperdício, retrabalho e improviso. Nesse sentido, a fase de concepção define boa parte do consumo de materiais, da produtividade da obra e da vida útil da edificação.
Por isso, a sustentabilidade precisa entrar no raciocínio técnico desde o início. De acordo com o Eng. Valderci Malagosini Machado, um projeto que ignora paginação, compatibilização e desempenho tende a consumir mais recursos para corrigir falhas posteriores. Além disso, decisões mal planejadas podem comprometer o conforto, a manutenção e a eficiência operacional.
Como a modulação reduz perdas e melhora a execução?
A modulação organiza dimensões, vãos, componentes e interfaces do projeto. Quando paredes, lajes, aberturas e instalações seguem uma lógica coordenada, a obra ganha precisão. Essa prática reduz cortes, sobras e ajustes manuais, principalmente em sistemas com blocos de concreto, alvenaria estrutural e lajes pré-fabricadas.
Segundo o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim e especialista em sistemas construtivos, a modulação melhora o planejamento de compras e a produtividade das equipes. Materiais chegam ao canteiro com uso mais previsível. Com isso, o projeto deixa de depender de soluções improvisadas e passa a operar com maior controle técnico.
Quais escolhas de sistemas construtivos impactam a sustentabilidade?
A escolha do sistema construtivo influencia prazo, resíduos, desempenho e manutenção. Sistemas racionalizados, industrializados ou parcialmente pré-fabricados favorecem maior controle dimensional e reduzem etapas artesanais. Como comenta o Eng. Valderci Malagosini Machado, essa decisão deve considerar o tipo de obra, a escala do empreendimento, a disponibilidade regional de materiais e a capacidade de execução. Alguns critérios que ajudam a orientar essa análise técnica são:
- Compatibilidade com o projeto: o sistema deve dialogar com arquitetura, estrutura e instalações.
- Redução de desperdícios: soluções padronizadas diminuem perdas de material.
- Durabilidade: componentes resistentes ampliam a vida útil da edificação.
- Rapidez de execução: processos mais previsíveis reduzem prazos e custos indiretos.
- Facilidade de manutenção: decisões bem planejadas evitam intervenções complexas no futuro.
Esses fatores mostram que a construção sustentável depende de escolhas integradas. Quando o sistema construtivo conversa com o projeto, a obra se torna mais eficiente, mais limpa e mais previsível.

De que modo o desempenho térmico interfere no projeto?
O desempenho térmico afeta o conforto, consumo de energia e qualidade de uso dos ambientes. De acordo com o Eng. Valderci Malagosini Machado, a orientação solar, a ventilação natural, a escolha dos materiais e a proteção contra ganho excessivo de calor devem ser avaliadas em conjunto. Dessa maneira, uma edificação sustentável precisa equilibrar resistência, conforto e eficiência ao longo do tempo.
Materiais com bom comportamento térmico contribuem para ambientes mais estáveis; da mesma maneira, fachadas bem orientadas, sombreamento adequado e ventilação cruzada reduzem a dependência de climatização artificial. Portanto, o desempenho não deve ser tratado como complemento, mas como parte central da estratégia do projeto.
A integração urbana como uma decisão estratégica
A construção sustentável não termina nos limites do lote. O projeto precisa considerar mobilidade, drenagem, permeabilidade, acesso a serviços, ventilação urbana e relação com o espaço público. Assim sendo, as obras mais responsáveis são aquelas que contribuem para a cidade, e não apenas para o desempenho interno do empreendimento.
Inclusive, essa integração amplia o valor urbano da edificação, conforme pontua o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim. Soluções como pisos permeáveis, áreas vegetadas, recuos bem planejados e sistemas de drenagem ajudam a reduzir impactos sobre a infraestrutura local. Assim, projetar com responsabilidade significa conectar eficiência construtiva, conforto e contribuição para cidades mais resilientes.
Decisões técnicas que sustentam o futuro da obra
Em última análise, uma construção sustentável depende de escolhas objetivas, feitas com planejamento e visão de longo prazo. Modulação, sistemas construtivos adequados, desempenho térmico e integração urbana formam um conjunto de decisões que reduz desperdícios e melhora a qualidade final da edificação.
À medida que essas escolhas se conectam, o projeto deixa de ser apenas um desenho técnico e passa a funcionar como estratégia de eficiência. Desse modo, a sustentabilidade se torna resultado de método, conhecimento e responsabilidade construtiva, não apenas de intenção.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


