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Lucas Peralles, nutricionista esportivo, explica como adaptar a alimentação para diferentes modalidades 

Lucas Peralles, nutricionista esportivo, explica como adaptar a alimentação para diferentes modalidades 

É comum encontrar praticantes que mantêm a mesma estratégia alimentar independentemente do esporte escolhido, como se musculação, corrida e modalidades de força tivessem exatamente as mesmas exigências nutricionais. Cada tipo de esforço impõe demandas diferentes ao organismo, e ignorar essas particularidades pode limitar tanto a performance quanto a recuperação.

Lucas Peralles, nutricionista esportivo na zona leste, em São Paulo, pontua que adaptar a alimentação às características de cada modalidade permite alinhar a ingestão de energia e nutrientes às necessidades reais do treino. A seguir, entenda quais ajustes podem fazer diferença de acordo com o tipo de esforço físico.

Musculação: o papel central da proteína e do superávit controlado

Na musculação, o objetivo costuma envolver ganho ou manutenção de massa muscular, o que exige atenção especial à ingestão de proteína distribuída ao longo do dia, além de um controle mais rígido do total calórico, seja em fase de ganho, seja em fase de definição. O treino de força gera microlesões musculares que precisam de nutrientes específicos para reparação e crescimento.

A distribuição de proteína e a janela calórica devem ser ajustadas de acordo com o objetivo na musculação, seja ganho de massa, seja manutenção com foco estético, evitando tanto o excesso calórico desnecessário quanto a restrição que compromete a recuperação muscular entre os treinos. Esse ajuste evita também o platô comum de quem treina pesado, mas mantém uma alimentação genérica que não acompanha a evolução da carga ao longo dos meses.

Corrida: carboidratos como combustível principal

Lucas Peralles, nutricionista esportivo, pondera que, na corrida, principalmente em provas mais longas, o carboidrato assume um papel central como fonte de energia, diferente da musculação, em que a proteína ganha mais destaque. A quantidade e o timing da ingestão de carboidratos antes, durante e depois da corrida influenciam diretamente o desempenho e a capacidade de manter o ritmo ao longo do percurso.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Por isso, a alimentação de corredores deve considerar a distância e a intensidade do treino ou da prova, ajustando a ingestão de carboidratos nos dias que antecedem esforços mais longos, além de cuidar da hidratação e reposição de eletrólitos, fatores que se tornam ainda mais críticos em provas de longa duração. Corredores que negligenciam esse ajuste costumam relatar quedas bruscas de energia no meio do percurso, mesmo com treino bem executado.

Modalidades de força: potência, recuperação e timing das refeições

Modalidades de força, como levantamento de peso olímpico e powerlifting, exigem picos de energia concentrados em esforços curtos e intensos, o que muda a lógica da alimentação em relação à corrida, por exemplo. A recuperação entre sessões de treino também costuma ser mais exigente, dado o volume de carga trabalhado.

Nessas modalidades, o timing das refeições pode ser organizado de acordo com os horários de treino, priorizando energia disponível antes da sessão e reposição adequada de proteína e carboidrato logo depois, para sustentar a recuperação entre treinos de alta intensidade que se repetem ao longo da semana.

Por que a mesma dieta não serve para todas as modalidades?

Lucas Peralles frisa que aplicar o mesmo plano alimentar para diferentes tipos de esforço físico costuma gerar resultados abaixo do esperado, mesmo quando a dieta é tecnicamente bem construída. Um corredor de longa distância com uma dieta pensada para hipertrofia, por exemplo, pode sentir falta de energia justamente nos momentos em que mais precisa de carboidrato disponível.

A modalidade praticada deve ser considerada antes de montar qualquer plano alimentar, porque essa informação muda diretamente a distribuição de macronutrientes, o timing das refeições e até a estratégia de suplementação, quando ela é necessária. Ignorar essa etapa é um dos motivos mais comuns de platôs de performance que a pessoa não consegue explicar, mesmo mantendo disciplina no treino e aparente cuidado com a alimentação no dia a dia.

Quer conhecer mais sobre a abordagem de Lucas Peralles em nutrição? Acesse o Instagram @nutriperalles.

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