Há algo diferente no ar de junho de 2026. Não apenas nas telas, onde o Brasil já jogou duas partidas e avançou na Copa do Mundo, mas nas ruas, nos bares, nos grupos de WhatsApp e nas conversas de trabalho interrompidas por notificações de gol. O Mundial realizado nos Estados Unidos, Canadá e México chegou ao cotidiano brasileiro com uma intensidade que rivaliza com edições passadas realizadas em fuso mais favorável.
Um mês que para o Brasil
A estreia da seleção aconteceu no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O empate por 1 a 1, com gol de Vinicius Jr., foi suficiente para reacender o debate nacional sobre estilo de jogo, escalação e as expectativas em torno de Carlo Ancelotti, técnico italiano que assumiu o comando da canarinha em 2025. Seis dias depois, a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti devolveu o ânimo. CNN Brasil
Nas cidades brasileiras, os bares registraram movimento acima do esperado nos dias de jogo mesmo com a diferença de fuso horário, que coloca as partidas em horários compatíveis com almoço ou tarde. A combinação de Copa do Mundo com inverno e temperaturas mais amenas colabora para o clima de confraternização que o futebol potencializa como nenhum outro evento.
A geração que não viu um hexacampeonato
Quem nasceu depois de 2002, ano do quinto título brasileiro, nunca viveu de perto uma conquista da seleção no Mundial. São mais de 70 milhões de brasileiros que têm na Copa 2026 sua primeira chance real de experienciar o que os mais velhos chamam de “parar o país”. Para essa geração, Vini Jr., Rodrygo e Endrick têm o mesmo peso simbólico que Ronaldo e Ronaldinho tiveram para quem estava presente no Japão há 24 anos.
O futebol nunca foi apenas futebol no Brasil. Em junho de 2026, ele volta a ocupar o centro da identidade nacional com toda a força de uma paixão que sobreviveu a décadas de decepções. O próximo capítulo, contra a Escócia, acontece na quarta-feira (24). O hexacampeonato, quem sabe, está mais perto do que parece.
Fontes: CNN Brasil | Gazetadopovo.com.br | FIFA.com
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


